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10 Dicas de Cibersegurança para Manter Seu Banco à Frente dos Hackers

Publicado pela Fintech Americas em 10 de out. de 2023

Antecipe-se aos hackers e fortaleça a estratégia de cibersegurança do seu banco com estas dicas infalíveis.

Globalmente, um ciberataque acontece a cada 39 segundos, e estima-se que 30 mil sites sejam hackeados diariamente. Nesse cenário acelerado, os bancos vivem uma batalha constante contra um inimigo silencioso e sempre à espreita: os hackers. Em uma era em que a informação vale mais do que nunca e as ameaças cibernéticas evoluem em um ritmo impressionante, as instituições financeiras precisam estar um passo à frente daqueles que buscam explorar vulnerabilidades e comprometer a segurança de seus clientes e operações.

A importância da cibersegurança na indústria bancária não pode ser subestimada. Uma única falha de segurança pode ter consequências catastróficas, não apenas para a instituição financeira, mas também para a confiança dos clientes na marca e, consequentemente, no sistema financeiro como um todo.

Para ajudar você e sua equipe a se manterem atualizados e fortalecerem suas estratégias e iniciativas de segurança, hoje apresentaremos 10 hacks de cibersegurança desenvolvidos especificamente para bancos determinados a liderar a luta contra hackers. Essas dicas vão além das medidas tradicionais de segurança e oferecem uma vantagem competitiva na batalha constante para proteger ativos e informações dos clientes em uma era em que novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, mudaram tudo da noite para o dia.

Prepare-se para mergulhar no empolgante universo da cibersegurança bancária, onde cada “hack” levará você um passo mais perto da proteção total contra ameaças cibernéticas. Como você verá, essas iniciativas tiveram impacto decisivo na melhoria da cibersegurança do Banco Galicia (Argentina) e do Banco Davivienda (Colômbia), permitindo potencialmente economizar milhões de dólares e bloquear mais de 400 mil tentativas de roubo de identidade.

A batalha está em andamento, e chegou a hora de os bancos assumirem a liderança nessa guerra. Vamos começar!

Proteja Melhor Seu Banco com Estas 10 Dicas de Cibersegurança que Todo Líder Deve Conhecer

  1. Atualizar e Melhorar os Softwares

Responsável: Diretor de Tecnologia da Informação (TI)

É indispensável aplicar todas as atualizações de software assim que estiverem disponíveis. Idealmente, esse processo deve ser automatizado para ganhar tempo e eficiência. Os hackers conseguem criar exploits quase imediatamente após o lançamento de um patch. Muitos fornecedores e parceiros tecnológicos oferecem serviços de atualização que auxiliam na automação; o segredo é garantir que as atualizações sejam entregues por meio de links seguros e devidamente testadas antes da implementação em produção.

  1. Limitar e Controlar o Acesso às Contas

Responsáveis: Recursos Humanos (define políticas) e Diretor de TI (implementa)

Os cibercriminosos coletam credenciais de contas, por isso é recomendado desenvolver um programa baseado no modelo de segurança Zero Trust. Nesse modelo, os privilégios de acesso são concedidos apenas quando realmente necessários. Também é recomendável manter procedimentos documentados para redefinir credenciais de forma segura ou utilizar ferramentas de gerenciamento de acesso privilegiado para automatizar a gestão de credenciais. Além disso, é uma boa prática atualizar os processos de onboarding e desligamento de funcionários para alinhá-los à abordagem Zero Trust.

  1. Formalizar um Plano de Recuperação de Desastres

Responsáveis: Operações Comerciais, CFO/Tesouraria e Gestão de TI

Desenvolver um plano de recuperação de desastres (DR) é fundamental para mitigar ciberataques de forma eficaz. O plano deve começar pela continuidade do negócio e abordar proteção de dados, restauração de dados, backups, reconstrução de sistemas, configurações e registros. Lembre-se de que um plano de DR não é um documento estático; ele deve ser revisado e atualizado continuamente.

  1. Gerenciar Ativamente Sistemas e Configurações

Responsável: Administração de TI

Outra dica de cibersegurança para bancos é manter um inventário atualizado dos dispositivos e softwares de rede. Recomenda-se remover hardwares e softwares desnecessários ou inesperados da rede. Essa higiene cibernética contribui para a mitigação de riscos ao reduzir a superfície de ataque e estabelecer maior controle sobre o ambiente operacional.

  1. Procurar Intrusões na Rede

Responsáveis: Operações de Segurança e/ou Especialistas Terceirizados em Testes de Penetração

Para fortalecer a estratégia de cibersegurança do seu banco, é importante agir assumindo que uma violação já aconteceu e, consequentemente, tomar medidas proativas para detectar, conter e eliminar qualquer presença maliciosa. Ferramentas automatizadas, como soluções de detecção e resposta em endpoints, devem ser combinadas com operações de threat hunting e testes de penetração. Essas ações ajudam a evoluir as estratégias de defesa cibernética além da detecção básica, avançando para detecção e correção de ameaças em tempo real.

  1. Aproveitar os Recursos de Segurança do Hardware

Responsável: Administração de Sistemas

Os recursos de segurança presentes em hardwares modernos podem aumentar a integridade dos sistemas e impactar toda a rede de forma positiva. Portanto, outra recomendação é planejar a substituição de hardwares antigos ou, ao menos, utilizar sistemas operacionais atualizados em equipamentos legados. Isso ajuda a proteger sistemas, dados críticos e credenciais de usuários contra ataques cibernéticos.

  1. Segregar Redes Utilizando Defesas Integradas às Aplicações

Responsável: Administração de Redes

Os cibercriminosos podem ocultar atividades maliciosas e comprometer dados utilizando protocolos comuns de transferência entre redes. Mecanismos internos das aplicações, como firewalls, podem restringir aplicações comprometidas. Uma boa prática é começar segregando redes e serviços críticos e, posteriormente, implementar defesas capazes de bloquear tráfego inadequado e restringir acesso a conteúdos quando necessário e em tempo real.

  1. Utilizar Autenticação Multifator

Responsável: Gerente de TI/Administração

A autenticação multifator tornou-se praticamente indispensável para mitigar ciberataques. Recomenda-se utilizar essa proteção em contas com privilégios elevados, acessos remotos e ativos de alto valor. Além disso, sistemas baseados em tokens físicos devem complementar fatores de autenticação baseados em conhecimento, como senhas e PINs.

Essa prática é essencial para bloquear acessos fraudulentos e deve ser implementada como parte integral de uma estratégia de cibersegurança. Por meio dessa abordagem, o Banco Davivienda (Colômbia) conseguiu bloquear mais de 2,5 milhões de acessos fraudulentos por semestre e impedir mais de 400 mil tentativas de roubo de identidade.

  1. Implementar Metodologias Ágeis

Responsável: Gerente de Cibersegurança

No campo da cibersegurança bancária, ameaças e ataques evoluem constantemente. Diante dessa realidade, metodologias ágeis são uma excelente opção porque permitem que as equipes se adaptem rapidamente a novas ameaças e mudem de direção quando necessário para enfrentar desafios emergentes e mitigar riscos de forma eficaz. Além disso, como demonstrado pelo Banco Galicia (Argentina) em um projeto premiado, essas metodologias permitiram fechar milhares de vulnerabilidades e economizar milhões de dólares.

  1. Monitorar a Postura de Segurança de Terceiros

Responsável: Operações de Segurança

Fornecedores e clientes que fazem negócios com bancos representam um conjunto único de riscos de segurança. Parceiros externos frequentemente possuem acesso a dados sensíveis ou sustentam processos críticos do negócio. Por isso, é fundamental monitorar continuamente os riscos de terceiros e avaliar cuidadosamente os parceiros tecnológicos escolhidos para fortalecer sua estratégia de cibersegurança, garantindo que sejam confiáveis e de classe mundial, como aqueles apresentados continuamente às instituições financeiras pela Fintech Americas.

Novas Ciberameaças que a Banca Enfrenta na América Latina — e Como Mitigá-las

Uma pesquisa recente da Censuswide revelou que 65% dos membros de Conselhos Administrativos de empresas globais acreditam que sua organização pode ser a próxima vítima de um ciberataque. As novas armas dos hackers, como Inteligência Artificial e deepfakes, intensificam essa sensação constante de risco e aumentam ainda mais a pressão sobre as equipes de segurança.

Qual é a melhor estratégia para proteger seu banco na América Latina nesse novo cenário e por que a agilidade se tornou extremamente importante na cibersegurança? Descubra no próximo episódio do FATV Inside Access: “O Futuro da Cibersegurança: Inteligência Artificial, IoT e Deepfakes”.

Na terça-feira, 17 de outubro, às 12h EST, prepare-se para descobrir junto a líderes do Banco Solidario (Equador), Banistmo (Panamá) e Grupo Pichincha (LatAm, Espanha e EUA):

  • Novas ameaças enfrentadas pela indústria financeira: deepfakes, ataques de engenharia social, IA e Internet das Coisas (IoT)
  • A real importância de estratégias ágeis de segurança para bancos na América Latina
  • Como gerenciar riscos de forma proativa implementando práticas de eGRC (Governança, Risco e Compliance)

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