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Banking as a Service: uma Revolução para as Instituições Financeiras

Publicado por Fintech Americas em 28 de set. de 2022

Com uma oportunidade de mercado estimada em 7 trilhões de dólares, o Banking as a Service (BaaS) é uma nova realidade que não pode ser ignorada.

Juan Restrepo (Global Cash Management, BBVA), Carolina Giraldo Giraldo (Líder de Banking as a Service, Bancolombia, Colômbia), Bernardo Diaz (Digital Banking Leader) e Dino Besomi (Director Advisory LATAM, Mambu) participaram do último episódio do Inside Access e trouxeram perspectivas muito relevantes sobre a revolução do Banking as a Service.


Banking as a Service: o Início de uma Era sem Precedentes

A escala e a profundidade da disrupção digital que estamos vivenciando marcaram o início de uma era sem precedentes para bancos tradicionais, fintechs e neobancos.

À medida que novos players surgem com soluções inovadoras e centradas no cliente, eles enfrentam o desafio de obter acesso aos mercados regulados de serviços financeiros — um processo que pode ser caro e demorado.

Essas necessidades convergem com as dos bancos e instituições financeiras que buscam novas oportunidades de negócio, tanto para crescimento quanto para diferenciação, aproveitando justamente sua infraestrutura regulada.


O que é Banking as a Service?

Banking as a Service (ou BaaS) é um modelo integrado que permite que fintechs, neobancos e terceiros se conectem diretamente à plataforma de um banco por meio de APIs.

Isso possibilita que ofereçam seus próprios produtos e serviços utilizando a infraestrutura regulada do banco parceiro, ao mesmo tempo em que o banco cria novas oportunidades de receita e crescimento ao disponibilizar seus serviços como plataforma.

Carolina Giraldo Giraldo (Líder de Banking as a Service, Bancolombia, Colômbia) define o BaaS como um modelo com enormes possibilidades, que permite que empresas tradicionalmente fora do setor bancário — sem licença bancária, experiência financeira ou aplicações próprias — passem a oferecer produtos financeiros integrados às suas experiências digitais.

Tudo isso é viabilizado por instituições financeiras que começam a disponibilizar esses serviços como uma plataforma, enquanto os parceiros mantêm o controle da experiência final do usuário.

“Para operar em muitos mercados regulados, as fintechs precisam se apoiar em uma plataforma regulada. É aí que os bancos permitem que utilizem sua infraestrutura para realizar transações de forma segura.”

De Apple Card e Amazon Pay até Walmart MoneyCard e Uber, os casos de uso de BaaS já estão impulsionando o mercado.

Se os bancos desejam desempenhar um papel relevante nesse ecossistema e gerar novas receitas, precisam estar dispostos a compartilhar dados dos clientes, repensar sua infraestrutura e desenvolver estratégias de APIs alinhadas a esse novo cenário.


O BaaS Está Mudando as Regras do Jogo

Com uma oportunidade de mercado estimada em 7 trilhões de dólares, o BaaS é uma realidade impossível de ignorar.

O tema passou a ocupar um lugar central nas agendas estratégicas de executivos de diferentes setores, e espera-se um crescimento superior a 25% ao ano nos próximos três a cinco anos.

Os participantes de toda a cadeia de valor do BaaS estão buscando formas de monetizar essa oportunidade, e a maneira como bancos e instituições financeiras responderem será decisiva para sua viabilidade no longo prazo.


Benefícios (e Desafios) de Construir uma Estratégia de BaaS

O BaaS não é um conceito novo, mas exige uma nova forma de pensar por parte dos bancos, que tradicionalmente operavam por meio de canais bem definidos, como agências físicas, sites e caixas eletrônicos.

Agora, esses canais se expandem para alcançar novos clientes, segmentos e gerações por meio de terceiros que utilizam serviços bancários integrados às suas próprias plataformas.

Para Juan Restrepo (Global Cash Management, BBVA), as novas gerações buscam atributos como:

  • Digitalização;
  • Imediatismo;
  • Serviços sem custo;
  • Excelente atendimento pós-venda.

Essas expectativas são semelhantes às experiências oferecidas por empresas como Amazon e Netflix.

“Para os bancos, isso representa um enorme desafio. O BaaS está nos obrigando a adaptar nossa forma de pensar e descobrir como utilizar essa nova tecnologia para atender a essas demandas.”


Perguntas-Chave sobre Banking as a Service

Quais são os três principais desafios tecnológicos do BaaS?

Como BaaS e Open Banking se relacionam?

Quais lições podem ser aprendidas com instituições que conseguiram competir com sucesso nesse espaço?

Encontre essas e outras respostas no vídeo a seguir.


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