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O Futuro é Colaborativo: O Novo Caminho que Bancos e Fintechs Estão Trilhando na América Latina

Publicado pela Fintech Americas em 5 de jun. de 2024

Descubra a visão de destacados líderes do setor bancário latino-americano sobre o estado atual da colaboração entre bancos tradicionais e fintechs.

Na visão da Fintech Americas, reconhecemos a relação intrínseca e transformadora que existe entre as fintechs e o setor bancário e de serviços financeiros tradicionais. À medida que as fintechs amadureceram, todos os participantes do ecossistema passaram a valorizar e apreciar a colaboração, ao mesmo tempo em que mantêm sua vantagem competitiva. Essa relação de amor e ódio — sendo colaboradores e concorrentes ao mesmo tempo — trouxe benefícios significativos para o setor.

A Deloitte observa que as instituições financeiras tendem mais a colaborar com fintechs do que competir com elas, embora frequentemente enfrentem dificuldades para interagir de forma eficaz com o universo fintech, que é mais rápido e menos estruturado. Isso destaca a necessidade de os bancos tradicionais se adaptarem à cultura ágil e orientada pela inovação das fintechs.

Por sua vez, pesquisas da Gartner revelam que 62% dos bancos consideram uma alta prioridade a criação de novos produtos e serviços em colaboração com operadores fintech. Além disso, 42% atribuem alta prioridade à colaboração com startups não bancárias para introduzir novos serviços. Essa tendência indica uma mudança em direção a modelos mais abertos e colaborativos no setor financeiro.

Também vale destacar que a McKinsey projeta que as receitas da indústria fintech crescerão quase três vezes mais rápido do que as do setor bancário tradicional entre 2023 e 2028. Esse crescimento acelerado reforça a crescente influência das fintechs e o papel vital que desempenham na construção do futuro das finanças.

Está claro que a sinergia entre fintechs e bancos tradicionais não se resume apenas à competição; trata-se de criar novos caminhos de inovação e colaboração que beneficiem todo o ecossistema financeiro. À medida que esses setores continuarem se conectando, o potencial de crescimento e transformação no setor bancário e financeiro será ilimitado.

Para compreender mais profundamente a visão da própria indústria financeira sobre o presente e o futuro desse tema tão decisivo, a Fintech Americas consultou líderes de algumas das instituições mais importantes da região. A seguir, compartilhamos suas visões e perspectivas.

Martín Bravo, Diretor, Deloitte (México)

Na visão de Martín, “sem dúvida, a principal oportunidade para os bancos em 2024 é continuar encontrando formas de se reinventar; eles devem focar na criação de mais e melhores produtos. Há novos concorrentes entrando no mercado, e outros continuam surgindo. Ao mesmo tempo, as novas gerações e seus valores exigem produtos e serviços altamente digitalizados — produtos que possam ser personalizados às necessidades individuais.

Falando sobre coopetição, os bancos precisam buscar novas alianças com empresas do setor e/ou de outras indústrias para atender novos mercados de maneira inovadora, com produtos totalmente disruptivos. A principal concorrência de um banco tradicional já não é outro banco tradicional.

No entanto, ainda persistem desafios em termos de segurança da informação e regulação. Os bancos devem trabalhar em conjunto com os órgãos reguladores para acelerar novas políticas que permitam aumentar a concorrência e a inovação, sem perder de vista questões de segurança e conformidade com as regulamentações locais.”

Conheça mais sobre a visão de Martín sobre Coopetição, Indústria X e Convergência de Indústrias aqui.

Fernando Velázquez, CTO Digital Transformation & Innovation Director, Walmart (México)

Fernando acredita que “atualmente, as fintechs experimentaram um crescimento significativo em todo o mundo, e sua evolução no mercado latino-americano tem sido notável.

Um dos principais fenômenos que surgiu é a ‘coopetição’ entre fintechs e instituições financeiras tradicionais. Em vez de competir diretamente, ambas as partes colaboram em determinados aspectos para aproveitar suas respectivas fortalezas. Essa dinâmica levou a uma maior eficiência na prestação de serviços financeiros e incentivou a inovação na região.

Nos próximos três anos, as fintechs se concentrarão em agilidade, inovação tecnológica e personalização de serviços, aproveitando Inteligência Artificial e análise de dados. Os bancos tradicionais buscarão modernizar suas plataformas, melhorar a experiência do cliente e estabelecer parcerias estratégicas com fintechs para permanecer competitivos em um ambiente financeiro em constante evolução, onde colaboração e tecnologia avançada serão fundamentais para o sucesso.”

Conheça mais sobre a visão de Fernando sobre Coopetição, Indústria X e Convergência de Indústrias aqui.

Denisse Cuellar, Open Innovation Leader, Banco de Crédito del Perú (Peru)

Denisse considera que “houve um crescimento da convergência entre indústrias, já que vemos mais empresas de diferentes setores oferecendo produtos financeiros. Isso foi possível graças às parcerias com fintechs.

Por outro lado, este ano também foi marcado pelo crescimento das Finanças Embutidas (Embedded Finance) e de novos modelos de negócios construídos em torno de APIs abertas. Os bancos desenvolveram APIs abertas para oferecer seus produtos dentro das jornadas de outras indústrias — como e-commerce, saúde, postos de combustível, entre outros — utilizando-as como novos canais de distribuição. Os bancos identificaram novas fontes de receita ao oferecer seus serviços financeiros para outros setores.

Em termos de coopetição, alguns países já vivenciam uma colaboração significativa entre bancos em prol da cibersegurança, onde as instituições financeiras se unem para compartilhar informações sobre ataques e desenvolver estratégias conjuntas de defesa. Da mesma forma, o avanço do Open Banking regulatório, impulsionado pelos reguladores, incentivou a coopetição, como observado em casos como o Brasil, onde equipes de tecnologia de diferentes bancos colaboraram para garantir a transferência segura de informações entre instituições.”

Conheça mais sobre a visão de Denisse sobre Coopetição, Indústria X e Convergência de Indústrias aqui.

Aprofunde-se em Coopetição, Indústria X, Convergência de Indústrias e Outros Temas Fundamentais para o Setor Bancário

Em um ecossistema em constante transformação — com clientes e colaboradores que possuem novas necessidades e expectativas, além de tecnologias emergentes que até pouco tempo atrás pareciam impossíveis — a indústria financeira da América Latina enfrenta um ano decisivo, no qual adaptar-se estrategicamente será fundamental para o crescimento de qualquer instituição.

Para ajudar você a compreender profundamente o que está acontecendo e como preparar sua jornada adaptativa, a Fintech Americas elaborou um documento que reúne a visão de mais de 40 líderes bancários de diferentes países da região.

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