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O Fim da Transformação Digital e o Início da Era da Adaptação Infinita

Publicado pela Fintech Americas em 14 de mar. de 2023

Explicamos o que é adaptação, como ela se aplica às empresas e por que se tornou o novo paradigma da indústria financeira.

Por Chris Colbert

Na década de 1960, Gordon Moore, fundador da Intel, previu que o poder computacional dobraria a cada ano. Implícito nessa previsão estava o entendimento de que, à medida que a capacidade de processamento crescesse exponencialmente, seu custo diminuiria na mesma proporção. Essa previsão ficou conhecida como a Lei de Moore.

À medida que a Lei de Moore se tornava realidade, empresas do mundo inteiro passaram a perceber a necessidade de investir em mais tecnologia, inovar e mudar como nunca antes haviam feito — ou sentiam-se obrigadas a seguir esse caminho.

As novas tecnologias digitais, poderosas e acessíveis, ofereceram às organizações a promessa de maior eficiência operacional, conexões mais próximas com clientes, eliminação de processos que não geravam valor — desde infraestruturas rígidas e tecnologias legadas até interfaces complexas e desnecessárias — além da motivação para repensar completamente produtos e serviços.

Na última década, as promessas dessas tecnologias passaram a ser conhecidas como “Transformação Digital”. O termo sugere que empresas podem (ou devem) se atualizar, transformar sua forma de operar e migrar de processos analógicos para digitais e, com isso, melhorar seu desempenho ou simplesmente mantê-lo.

É importante destacar que essa visão da Transformação Digital sempre implicou um “antes” e um “depois”, como reflete a definição tradicional do termo:

“Transformação é uma mudança completa na aparência ou no caráter de algo ou alguém.”

Os Dois Pressupostos Equivocados da Transformação Digital

Apesar de todas as promessas sedutoras da Transformação Digital para empresas grandes e pequenas, locais e globais, esse paradigma contém dois pressupostos equivocados:

A) O primeiro é acreditar que Transformação Digital significa apenas adotar novas tecnologias.

Isso não é verdade, porque tecnologias, sozinhas, nunca mudarão nada. O que determina o sucesso de uma instituição é como essas tecnologias são implementadas e como transformam as organizações e as pessoas que as utilizam.

B) O segundo é acreditar que processos de transformação têm um fim.

Na realidade, o ritmo da mudança jamais irá parar. As dinâmicas do mercado, os concorrentes e as expectativas dos clientes continuarão mudando cada vez mais rápido — e a necessidade de transformação nunca terminará. Será necessário recomeçar continuamente e se transformar repetidamente.

Isso ficou mais evidente do que nunca após a pandemia de COVID-19. A natureza introduziu uma força desconhecida que tirou a sociedade de sua zona de conforto da noite para o dia. Subitamente, passamos a viver em um mundo diferente, no qual ficou claro rapidamente que a Transformação Digital, por si só, não era suficiente para que empresas prosperassem — especialmente diante da adversidade.

Nessa nova realidade, a chave para sobreviver era adaptação.

Mas o que exatamente significa adaptação? Mais uma vez, o dicionário explica perfeitamente:

“Adaptação é uma modificação de um organismo ou de suas partes que o torna mais apto à sobrevivência.”

Em um contexto empresarial, adaptação é a capacidade inata de qualquer organização responder continuamente às mudanças do ambiente para garantir sua existência ao longo do tempo.

A Adaptação como Novo Paradigma da Indústria

A adaptação no setor empresarial não é diferente da adaptação na natureza, pois exige evolução constante de diferentes atributos para garantir sobrevivência.

Na natureza, uma espécie sobrevive quando se adapta:

  • fisicamente;
  • fisiologicamente;
  • psicologicamente;
  • e também quando redefine seu papel na cadeia alimentar.

No mundo dos negócios e da indústria financeira, os atributos adaptativos são surpreendentemente semelhantes:

  • Organizações precisam mudar fisicamente, adotando novas tecnologias e processos, além de desenvolver novos produtos e serviços.
  • Também precisam mudar sua fisiologia — isto é, sua forma de trabalhar e a maneira como produtos, serviços e processos geram (ou não) valor.
  • Sua psicologia também precisa evoluir, começando pelo reconhecimento pleno da necessidade de adaptação e da responsabilidade coletiva de todos os colaboradores nesse processo.
  • Por fim, empresas precisam reavaliar seu papel na cadeia de valor e estar abertas a ocupar posições diferentes dentro dela, redefinindo inclusive seu propósito.

Essa visão sobre adaptação ganha ainda mais força quando observada do ponto de vista da gestão corporativa. A Harvard Business Review chegou a definir adaptabilidade como “uma nova vantagem competitiva”, enquanto a EY destacou que “150 líderes C-Level afirmam que adaptabilidade está entre as cinco competências mais importantes para o sucesso no futuro”.

Tudo isso demonstra por que a Transformação Digital chegou ao fim como paradigma dominante. Não significa que seja um caminho errado, mas sim que ela, sozinha, não é suficiente para prosperar e sobreviver em um mundo em constante evolução.

Na nova realidade, o verdadeiro diferencial é aprender a se adaptar — responder de maneira contínua, criativa e eficiente à crescente maré de mudanças. Adaptabilidade deixou de ser algo “desejável” ou “interessante de incorporar” e passou a ser uma necessidade existencial.

A Era da Adaptação Infinita começou.

Como Construir uma Instituição Financeira Mais Adaptativa

Neste ano, a conferência , realizada nos dias 4 e 5 de maio no icônico Hotel Fontainebleau em Miami Beach, apresentou uma oportunidade especial para 100 executivos selecionados do setor bancário.

Tratou-se de uma intensa e interativa MasterClass de nove horas intitulada:

“Como Construir uma Instituição Financeira Mais Adaptativa”

Os participantes saíram com insights estratégicos e ferramentas práticas para transformar a capacidade de resposta ao mercado em uma competência central de suas organizações.

A MasterClass foi limitada aos primeiros 100 inscritos e exigia que os participantes ocupassem posições de tomada de decisão dentro de suas instituições.

Você pode saber mais e se inscrever aqui.

SAIBA MAIS