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A Mudança Como a Única Constante: Casos de Sucesso (e Fracasso) em Adaptação
Publicado pela Fintech Americas em 17 de abr. de 2023
Estes casos de sucesso e fracasso empresarial ilustram como a capacidade de adaptação à mudança constante é indispensável para as organizações.
Nas últimas décadas, a Transformação Digital tem sido vista como uma promessa de sobrevivência empresarial que praticamente todas as instituições buscaram perseguir. Como resultado, os investimentos em novas tecnologias alcançaram cifras bilionárias, gerando resultados mais ou menos favoráveis.
No entanto, a Transformação Digital como conceito global trouxe consigo duas premissas equivocadas que muitas empresas ainda carregam ao tentar inovar e permanecer à frente da concorrência. A primeira é que a Transformação Digital consiste principalmente em investir em novas tecnologias; a segunda é que ela possui começo e fim. Essa abordagem tornou-se, em certa medida, ultrapassada para os tempos atuais.
Hoje, a velocidade e a hiper digitalização do nosso mundo exigem que as empresas concentrem sua atenção no que realmente importa: sua capacidade de adaptação. Ou seja, a habilidade de responder continuamente às mudanças do ambiente de forma positiva para garantir sua sobrevivência contínua. E repetir isso, repetidamente, infinitamente.
Atualmente, sem a adoção de novas tecnologias e sem a transição do analógico para o digital, não existe adaptação. Porém, apenas isso não é suficiente para gerar mudanças reais. Também é necessário prestar atenção ao contexto, às necessidades dos clientes e às condições em constante transformação. Como explica a Deloitte:
“A transformação digital é um esforço contínuo que vai muito além de uma única tecnologia, plataforma ou conjunto de competências. Ela é o tecido da sobrevivência empresarial diante da disrupção contínua.”
Ou seja, adquirir novas tecnologias isoladamente, sem propósito e sem visão de negócio, não produzirá resultados ideais.
Segundo outra análise da mesma consultoria, uma combinação adequada de ações de transformação digital pode gerar até US$ 1,25 trilhão em valor adicional de mercado entre empresas da Fortune 500. Porém, combinações equivocadas podem destruir valor e colocar em risco mais de US$ 1,5 trilhão.
A abordagem da adaptação infinita, por outro lado, permite que as empresas adotem um caminho mais completo para a Transformação Digital, contemplando todas as dimensões — incluindo as mais humanas e qualitativas. Além disso, implica aceitar radicalmente a necessidade de agir continuamente diante da única constante: a mudança. Como explica a Harvard Business Review:
“Em vez de serem realmente boas em fazer uma coisa específica, as empresas precisam ser realmente boas em aprender a fazer coisas novas.”
Adaptar-se rapidamente ao ambiente é um fator-chave para o sucesso. As organizações que prosperam desenvolveram a capacidade de interpretar sinais de mudança e tomar as medidas adequadas. Elas geralmente experimentam de forma lucrativa não apenas com seus produtos e serviços, mas também com seus modelos de negócio, processos e estratégias. Em última análise, o imperativo de se adaptar e experimentar é o que lhes permite permanecer competitivas.
A seguir, apresentamos casos de sucesso e fracasso sobre como diferentes instituições interpretaram as transformações do nosso mundo e conseguiram — ou não — se adaptar a elas. Como demonstram esses exemplos, as organizações bem-sucedidas são aquelas que implementaram uma combinação vencedora de motivação, visão de mudança e os meios corretos para alcançar resultados.
O Preço de Não Saber se Adaptar a Tempo
Nokia
Durante muitos anos, a Nokia foi conhecida como uma empresa inovadora e visionária. Porém, em determinado momento, sua principal força tornou-se fraqueza, e ela deixou de se adaptar.
Em 2007, a empresa detinha mais de 50% do mercado global de smartphones. Em 2013, possuía menos de 3%. Nesse mesmo ano, vendeu seu negócio de telefonia para a Microsoft. Pouco depois, a Microsoft decidiu descontinuar a marca e a linha de produtos.
A ironia é que a Nokia inventou o primeiro smartphone em 1996. Mas sua resistência em aceitar o ritmo e a natureza do desenvolvimento de software, a rápida evolução das expectativas dos consumidores e o poder inovador de empresas como Apple e Samsung foi sua ruína. Adaptar-se significa, acima de tudo, compreender o ambiente ao redor e responder com agilidade às condições em mudança. A Nokia não conseguiu fazer isso.
Yahoo
A Yahoo foi lançada em 1994, nos primórdios da Internet, e rapidamente se tornou o principal portal de buscas na web, notícias e e-mail.
Em 2010, a empresa era avaliada em US$ 125 bilhões. Apenas seis anos depois, vendeu o que restava da companhia para a Verizon por US$ 4,8 bilhões — uma perda de valor superior a 95%.
Assim como a Nokia, a queda da Yahoo aconteceu porque a empresa não prestou atenção suficiente às mudanças do ambiente, especialmente às mudanças nas preferências dos usuários, que desejavam interfaces claras e simples de usar. Sua desconexão com o cliente e falta de disposição para alterar seus métodos de design resultaram em fracasso após fracasso. Enquanto enfrentavam dificuldades para investir adequadamente internamente, também falhavam externamente. Em 1998, tiveram a oportunidade de comprar o Google por US$ 1 milhão — e recusaram.
Visionários e Vencedores: Casos de Sucesso em Adaptação
Netflix
A Netflix foi fundada em 1997 com a ideia de oferecer aluguel de DVDs pelo correio, uma das formas mais avançadas de distribuição de mídia na época.
Em 2001, Reed Hastings, CEO da Netflix, compreendeu o potencial dos avanços tecnológicos, relacionou-os às mudanças nos hábitos de consumo e teve uma visão: transmitir filmes pela Internet diretamente para as telas das casas das pessoas.
Vinte e dois anos depois, a Netflix possui mais de 220 milhões de assinantes pagos (alguns ainda recebem DVDs pelo correio!) e um valor de mercado de US$ 143 bilhões. Seu compromisso com a adaptação contínua foi a chave para seu crescimento exponencial e para seu profundo impacto na forma como pessoas em todo o mundo consomem entretenimento.
Banco Industrial, Guatemala
Fundado em 1968, o Banco Industrial é uma das instituições financeiras mais importantes da Guatemala e uma das maiores da América Central. A empresa oferece serviços por meio de uma rede de mais de 3.180 pontos em toda a Guatemala, além de acesso à plataforma de banco digital via web e aplicativo móvel.
A instituição possui uma cultura centrada no cliente, o que a leva a buscar constantemente inovações tecnológicas aplicadas a processos, produtos e serviços, sempre considerando as necessidades dos clientes. Antecipando a chegada do banco digital, em 2016 tomou a decisão visionária de investir fortemente em um processo que permitisse aos usuários realizar transações online.
Para isso, implementou tecnologia de reconhecimento facial digital — algo extremamente inovador na época. Os resultados iniciais foram tão positivos que, desde então, a instituição nunca deixou de adaptar e redesenhar seu portfólio de produtos para oferecer soluções digitais de ponta e a melhor experiência ao usuário. Graças a essa decisão e à mentalidade adaptativa, o banco conseguiu aproveitar o crescimento exponencial da adoção dos canais digitais, passando de 91 mil usuários do aplicativo bancário em 2016 para quase 551 mil em 2022.
LEGO
Criada em 1932 por um carpinteiro dinamarquês, a LEGO começou como uma empresa de brinquedos de blocos de madeira. Na década de 1940, devido ao aumento do custo da madeira causado pela guerra e, posteriormente, pela recuperação econômica mundial, a direção decidiu fabricar seus icônicos blocos em plástico.
Houve um crescimento significativo, mas isso também trouxe uma disposição excessiva para assumir riscos de inovação, colocando o negócio em perigo e levando a empresa quase à falência em 2003.
A equipe de liderança redefiniu seu programa de inovação, mudou prioridades e redobrou os esforços para adaptar seu principal produto — os blocos LEGO — a um novo mundo. Com um olhar atento ao mercado e outro voltado para seus próprios processos internos, conseguiu implementar inovações que, embora não fossem totalmente disruptivas, foram suficientes para prosperar: revitalizaram seus produtos originais colaborando com franquias como Star Wars e Harry Potter; lançaram filmes e videogames; e construíram parques temáticos, entre outras iniciativas que lhes permitiram alcançar públicos de todas as idades, compradores ocasionais e colecionadores. Hoje, a LEGO é considerada a empresa de brinquedos mais valiosa do mundo — tudo graças à sua capacidade de adaptação.
Como essas histórias demonstram, a pressão para inovar nunca diminui, e a resposta está no desenvolvimento da adaptabilidade — uma ferramenta que se tornou indispensável para o sucesso institucional. O novo whitepaper escrito por Chris Colbert, ex-Managing Director da Harvard Innovation Labs, explora essa mudança de paradigma.
O documento aprofunda por que a transformação digital já não é suficiente e explica os desafios que as empresas enfrentam atualmente, como a transição para o trabalho remoto e o aumento dos ataques cibernéticos. Nele, você encontrará conselhos e recursos que ajudarão sua instituição a ficar vários passos mais próxima da adaptação.
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E se você deseja mergulhar de vez na nova era da Adaptação, vale a pena participar da . O evento abordará “O Fim da Transformação e o Início da Adaptação Infinita” e será realizado nos dias 4 e 5 de maio no Hotel Fontainebleau, em Miami Beach, Flórida.
Durante a conferência, mais de 150 palestrantes compartilharão suas visões sobre novas tecnologias, Transformação Digital e adaptação em mais de 90 sessões. Entre os destaques estão Douglas Terrier, Associate Director for Vision & Strategy da NASA, Umar Farooq, Global Head of Financial Institution Payments & CEO da Onyx, na J.P. Morgan, e Alejandro Valenzuela, CEO do Banco Azteca e Azteca Servicios Financieros.
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